Páginas

sábado, 11 de janeiro de 2014

Prefeito Edivaldo garante que 2014 será muito melhor para São Luís


 

Edivaldo Holanda Júnior avalia trabalho de seu primeiro ano e anuncia jornada de novasrealizações
O prefeito Edivaldo Holanda Júnior chega ao final do primeiro ano de governo demonstrando otimismo, apesar de todas as dificuldades que tem enfrentado no comando do Executivo Municipal. Os resultados, ele reconhece, não foram ainda alcançados plenamente. “Mas fui eleito para um mandato de quatro anos, período que terei para realizar tudo aquilo que propus durante a campanha eleitoral”, faz questão de esclarecer.
Nesta entrevista ao JP, Edivaldo Holanda Júnior apresenta um balanço do ano, mostra o que está sendo feito pela sua gestão e aponta as perspectivas animadoras para 2014. “Tenho dito que a mudança é feita passo a passo; em 2013 demos os primeiros passos, em 2014 teremos mais conquistas, muito mais”, assegura. Leia a entrevista:
Jornal Pequeno – Um ano. Qual o balanço que o senhor faz?
Edivaldo Holanda Júnior – Eu compreendo as aflições da população que espera resultados imediatos. Faz parte de nossa pedagogia democrática esse descompasso entre as expectativas, que são simultâneas, e os resultados, que são paulatinos. Eu mesmo fico muito satisfeito quando vejo o que já percorremos, as dificuldades que superamos, mas não fico satisfeito diante do que nós ainda não pudemos fazer. Mas para tudo há um tempo, o tempo de semear e o tempo de colher. Esse ano foi de semeadura, de arrumação e preparo da máquina para enfrentar com rotinas e métodos os desafios que nos propusemos.
JP – Mas a população espera mudanças. Elas virão?
Edivaldo – Elas estão em curso, mas como todo processo de mudanças exige adaptação e sofre resistências compreensíveis. São Luis era administrada como se fosse uma pequena cidade interiorana, com os mesmos métodos. A mudança exige correr riscos, ousar, experimentar, e isso eu venho estimulando para que nossa equipe não se intimide diante dos desafios. Uma mudanç
a, por exemplo, visível, é a da cultura do diálogo que se sobrepõe à cultura do mandonismo, de origem autoritária.
Nós encorajamos o diálogo sempre, com a sociedade e para dentro do Governo. E os adeptos do antigo, os que não querem mudanças, tentam propagar a ideia de que falta autoridade ao prefeito. É justamente o contrário: a mudança requer a formação de consensos e o diálogo permanente. A autoridade é do povo, que é o dono originário de todos os mandatos.
JP – Quais as foram as principais dificuldades?
Edivaldo – A principal delas é financeira. Lembre que tivemos logo de saída que honrar com uma folha de pagamento referente ao mês de dezembro de 2012. Eu não poderia jamais deixar que os servidores fossem penalizados, por isso efetuei o pagamento. Somente este ano pagamos 14 folhas de servidores. Tivemos uma frustração de receita na casa dos 100 milhões de reais, pagamos mais de 35 milhões de exercício anterior, enfim, atravessamos com muita carência de recursos.
Afora isso, herdamos um máquina emperrada, quase um bilhão de restos a pagar, demandas represadas por anos e anos. Mas enfrentamos tudo com altivez, serenidade, e com foco no planejamento para que a cidade possa ter os serviços e obras que precisa para melhorar as condições de vida de nosso povo, especialmente daqueles que mais precisam.
JP – O que o senhor contabiliza com sendo as obras mais importantes nesse período?
Edivaldo – Algo muito importante é a forma de governar, a atitude diante das dificuldades, o modelo de governança que eu instituí baseado na transparência, na participação, na mobilização da sociedade. É algo que está se estruturando como política de estado, como algo que cria um novo paradigma, isso é muito importante.
O Pacto por São Luís é algo marcante nesse sentido. Enaquilo que altera concretamente as condições de vida como infra-estrutura, saneamento, saúde, educação, moradia, entre outras, já temos muito o que mostrar, graças a Deus.
JP – Educação, por exemplo…
Edivaldo – Recebemos o ano letivo de 2012comprometido, ameaçando seriamente 2013. Iniciamos as aulas no tempo certo, instituímos as primeiras escolas em tempo integral, garantimos valorização dos professores com reajuste salarial, titulações e progressões; demos o pontapé inicial na construção de 13 creches; estamos com a garantia de construir novas escolas; investimos em inovações tecnológicas e vamos começar o ano fazendo matrículas online. É um setor em que teremos muito mais avanços em 2014.
JP – Na saúde ?
Edivaldo – Evitamos o colapso total do sistema, que era iminente no início do ano. Já fizemos reformas no Hospital da Criança, Hospital da Mulher, postos de saúde, em unidades mistas. É um setor muito delicado, de graves problemas acumulados ao longo do tempo. Não iremos descansar enquanto não dermos um jeito nessa área, ampliando a capacidade de atendimento e humanizando o sistema.
Faremos já no primeiro trimestre reformas nos Socorrões e estamos com recursos garantidos para construir na Cidade Operária uma Maternidade com 125 leitos. É importante destacar que a cidade de São Luis tem muitas responsabilidades na área da saúde e poucos recursos. Por isso estamos fazendo um esforço para reorganizar o SUS, com mediação do próprio Ministério da Saúde. Não podemos ter 100% de responsabilidades e só 45% dos recursos como ocorre atualmente.
JP – No setor de obras de infra-estrutura urbana, qual balanço?
Edivaldo – Logo no início do ano tivemos que atuar no tapa-buracos, que alcançou muitos bairros mas não deu para resolver todo o problema da nossa precária malha viária. Estamos com projetos importantes junto ao governo federal para investimentos na pavimentação de centenas de ruas. Mas já estamos atuando firme, como no Pólo Coroadinho, em que cerca de 400 ruas estão sendo pavimentadas; na área Itaqui Bacanga, com obras iniciadas na Vila Bacanga, Dom Luís e Anjo da Guarda numa ação que atingirá mais de 15 bairros com saneamento básico e pavimentação; Vila Luizão; Anil; Vila Fialho.
E temos outras obras com a Praça do Esporte e da Cultura, no Coroado; o Circo Escola na Cidade Operária; canal da Cohab/Cohatrac; canal do GanGan; canal e galeria na Salina do Sacavém; instalação de mais de 30 mil metros de encanamento de água na Vila Embratel e região. Veja que temos, sim, obras importantes, e teremos mais ainda ano que vem. O Programa Avança São Luis é uma realidade, é uma ação que está acontecendo e vai permitir grandes realizações nos próximos meses.
JP – São Luís continua com um grande déficit habitacional. Como o senhor tratou essa questão agora em 2013?
Edivaldo – De saída tomamos providências que permitiram fazer a entrega ainda no primeiro semestre de mais de 6 mil unidades habitacionais. Estão prontas para serem entregues no início do ano mais cerca de 7 mil unidades. Além disso, estamos contratando mais 10 mil unidades pelo Minha Casa Minha Vida. É o maior programa habitacional da história de São Luis.
JP – Prefeito, e na área da mobilidade urbana, tão falada ao longo do ano?
Edivaldo – De fato a mobilidade urbana é tema universal hoje. A Prefeitura não dispõe de recursos para fazer as intervenções necessária, como aliás nenhuma cidade tem. Precisamos de recursos federais, razão pela qual apresentamos vários projetos importantes e temos a expectativa de que serão aprovados, como o que prevê uma destinação correta para o VLT, a que permite a construção do corredor de transportes.
Para o VLT, especificamente, estamos trabalhando na elaboração do projeto para sua implantação. Além disso iniciaremos o ano com intervenções em vias com maior fluxo de ônibus, construção de avenidas inter-bairros, e finalmente com o processo que permitirá a licitação do sistema de transporte coletivo da cidade. Importante perceber que não ficamos parados, mas esta é uma demanda que requer projetos complexos e muitos recursos. Buscamos também a parceria com ogoverno do estado para, com recursos do BNDES que o governo dispõe e projeto da Prefeitura, construir o viaduto da Forquilha.
JP – Houve muita especulação ao longo do ano sobre parcerias entre a prefeitura e o governo do estado. Pelo jeito não se efetivaram. Por quê?
Edivaldo – Procuramos o Governo do Estado ainda em janeiro propondo parceria na área da saúde. Depois, ainda no primeiro semestre, novamente com uma pauta mais ampla. Os diálogos estão abertos, é uma possibilidade que existe. O que eu sempre disse foi que sou favorável a uma parceria transparente, republicana, voltada ao interesse público.
Temos muitas parcerias com o Governo Federal e sinceramente aguardo que o mesmo ocorra com o Governo do Estado. Como disse estamos aguardando a consolidação da parceria para a construção do viaduto da Forquilha.
JP – O senhor fez muitas propostas durante a campanha. Vai ter comorealizá-las?
Edivaldo – Elas constituem o nosso mapa de navegação do Governo. Todos os secretários sabem dos compromissos que firmamos em praça pública e estão empenhados em cumpri-los. Mas jamais disse que cumpriria em um ano todos os meus compromissos de campanha. Estou trabalhando muito, todos os dias, mas fui eleito para um mandato de quatro anos, e a população pode ficar tranquila que tudo que estiver ao meu alcance será feito para cumprir os compromissos.
E algumas dessas propostas já estão sendo implementadas, como as creches e o ensino em tempo integral. O bilhete único virá com a licitação do sistema. O Hospital Dr Jackson Lago será uma realidade em breve, estamos com tratativas avançadas. O Pré Vestibular gratuito para pessoas de baixa renda será iniciado no começo de 2014. Enfim, não esquecemos as propostas da campanha e iremos honrá-las, uma a uma.
JP – O que faz o senhor acreditar que 2014 será um ano melhor que 2013?
Edivaldo – Em primeiro lugar, creio em Deus, sei que Ele continuará nos abençoando. Creio no nosso trabalho, sei que semeamos em 2013, arrumamos a casa e passo a passo a mudança vai chegar para toda a cidade, sobretudo para aqueles que mais precisam do poder público. Veja que nenhum prefeito de capital nem de cidades de porte médio a grande está fechando o ano sem fazer referência às dificuldades. Elas existem, são muitas, mas com trabalho, determinação e a Benção de Deus, vamos superar estas dificuldades e ter um 2014 de muito mais conquistas que tivemos em 2013.


Nenhum comentário:

Postar um comentário