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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

PF apreende 60 kg de cocaína e 700 kg de maconha


A Polícia Federal (PF) apreendeu na madrugada de hoje (11) um veículo com 60 quilos (kg) de cocaína, no bairro de Bonsucesso, na zona norte do Rio. O motorista foi preso e encaminhado ao Presídio Ary Franco.
Também na zona norte, os policiais do Batalhão de Ações com Cães (BAC) apreenderam no fim da noite de ontem (10), 700 kg de maconha na comunidade do Mandela.
Uma denúncia anônima possibilitou que os policiais federais apreenderem a droga carregado no carro com placa de Limeira (SP). Para isso, foi montada uma barreira na Avenida Itaoca que permitiu o flagrante.
A droga foi escondida no encosto do banco traseiro. De acordo com a PF, a droga tinha como destino o Complexo do Alemão. O motorista responderá pelo crime de tráfico de drogas, cuja pena varia de cinco a 15 anos de reclusão.
Já na Comunidade do Mandela, em Manguinhos, também na zona norte, os policiais do Batalhão de Ações com Cães (BAC) apreenderam na noite de ontem (10), 700 kg de maconha. Os agentes chegaram até a droga durante uma operação para checar informações do serviço de inteligência da unidade. A droga abasteceria a região durante o período do carnaval.
Publicado em 11-02-2015 11:34:56.

ENTREVISTA 110215


Video: Maranhão tem apenas 17 cirurgiões plásticos
De acordo com uma pesquisa realizada pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética, o Brasil superou os Estados Unidos em número de cirurgias plásticas.
Sobre os riscos e os cuidados, o cirurgião plástico, Guilherme Monteiro veio até os estúdios do jornal Bom Dia Maranhão tirar algumas dúvidas.
Durante a entrevista feita pelos apresentadores Gilmar Corrêa e Eliene Pinheiro, o médico Guilherme destacou que antes de realizar qualquer cirurgia plástica é preciso pesquisar sobre a especialização do prossional. E além disso, analisar se realmente é necessária a cirurgia.
E m alguns casos, o paciente passa por um falso cirurgião e como consequência acaba ficando sérios problemas em seu corpo. 
No Maranhão, segundo Guilherme, que integra a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, existe apenas 17 médicos especializados em cirurgia plástica.
Em menos de duas semanas, duas mulheres morreram quando se submetiam a umaabdominoplastia
Veja entrevista completa no vídeo. E para consultas sobre profissionais consulte o site da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.
Publicado em 11-02-2015 10:57:21.

Aprovado orçamento impositivo que beneficia parlamentar

 
O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha, comentou nesta manhã a aprovação da PEC do Orçamento Impositivo pelo Plenário ontem. Ele explicou que não há nada de novo porque a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano já tinha implementado a medida.
Segundo a LDO 2015, todas as emendas individuais que atingirem o limite mínimo de 1,2% da Receita Corrente Líquida serão atendidas pelo Executivo.
“A previsão já estava na LDO, agora vai para a Constituição”, explicou Cunha. Segundo ele, a aprovação foi “uma redenção da Casa”.
A aprovação se deu em segundo turno por 452 votos a 18 e 1 abstenção, estabelece a execução obrigatória das emendas parlamentares ao orçamento até o limite de 1,2% da receita corrente líquida (RCL) realizada no ano anterior. Para 2015, isso significaria R$ 9,69 bilhões em emendas. A matéria vai à promulgação.

As emendas parlamentares individuais são recursos previstos no orçamento a que cada deputado e senador têm direito. Eles direcionam o dinheiro das emendas para obras, como construção de pontes e postos de saúde, em geral nas suas bases eleitorais.
Segundo a PEC, metade do valor dessas emendas deverá ser aplicada em saúde, inclusive no custeio do Sistema Único de Saúde (SUS), mas não poderá servir para o pagamento de pessoal ou de encargos sociais, informa a Agência Cãmara.
O texto também estabelece um percentual mínimo de investimento em ações e serviços públicos de saúde pela União, a ser alcançado ao longo de cinco anos a partir do ano subsequente ao da promulgação da PEC.
O orçamento impositivo já é realidade por meio das leis de diretrizes orçamentárias (LDOs) de 2014 e de 2015 em razão de acordo político para aprovação do texto do Senado.
Publicado em 11-02-2015 11:52:14.

Barraco na UPA! Mulher de médico bate na amante e vaza fotos picantes dos dois

Revoltada, a mulher de um médico que trabalha em uma UPA de São Luís, encheu a cara de uma técnica de enfermagem de porrada.
O motivo teria sido a descoberta de um caso extraconjugal do marido com a técnica, que trabalha na mesma unidade de pronto atendimento onde o médico atende.
E o pior é que o caso não ficou só na agressão física. A mulher traída espalha desde ontem em grupos de WhatSapp as fotos que ela encontrou no celular do marido, da técnica de enfermagem em poses picantes, fruto das conversas que o médico mantinha virtualmente com a amante e colega de trabalho.
E o caso pode render ainda mais. Depois do episódio a técnica não apareceu mais na UPA e teria sumido até de familiares. Segue abaixo duas das fotos que circulam nas redessociais. Evidentemente, com o devido sigilo dos nomes:
enfermeuira da upa-caso com médico1

enfermeuira da upa-caso com médico2

São Luis, 11, de Fevereiro de 2015 Prefeito e empregada são presos suspeitos de matar primeira-dama

O prefeito da cidade de Lagoa do Sítio, a 240 km de Teresina, José de Arimatéa, conhecido como Zé Simão (PT), foi preso na terça-feira (10). Ele é suspeito de matar a mulher, Gercineide Monteiro, 35 anos, encontrada morta na cama do casal na manhã do mesmo dia. Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) em Teresina apontaram que a primeira-dama foi morta com um tiro no ouvido.
No início das investigações, a polícia acreditava em morte natural porque não havia vestígios de sangue. Segundo o delegado geral Riedel Batista, a empregada da residência, Noêmia Maria da Silva, 43 anos, com quem o prefeito tinha um caso, contou para a polícia detalhes do crime e também foi presa suspeita de participação no assassinato.
Ainda de acordo com o Riedel Batista, a empregada doméstica revelou provas do crime. Em depoimento à polícia, ela disse que o prefeito foi o autor do assassinato e mostrou lençóis manchados de sangue, além de ter indicado o local onde a arma estava escondida. O revólver calibre 38, com capacidade para cinco tiros, foi encontrado enrolado em uma toalha entre o forro e o teto de um dos cômodos da residência.
prefeito esposa
O prefeito e a empregada foram trazidos para Teresina na manhã desta quarta-feira (11). José de Arimatéa se declarou inocente e acusou a empregada de ser a autora do crime. “Eu não matei e quem matou está presa”, disse à imprensa quando chegava à Delegacia Geral do estado, para prestar depoimento.
De acordo com o comandante de policiamento do interior, Coronel Paulo de Tarso, os suspeitos farão exames residuográficos, que indicarão a presença de pólvora nas mãos do autor do disparo.
Quando Gercineide Monteiro foi encontrada, a polícia suspeitava que ela havia sofrido um infarto, pois o local do crime estava limpo e sem vestígios de violência. Ainda conforme o Coronel Paulo de Tarso, a empregada mostrou os lençóis manchados de sangue que foram retirados e afirmou que quarto foi limpo.
Após a realização de exames no IML, os médicos constataram que a primeira-dama foi morta com um tiro de arma de fogo em um dos ouvidos e o prefeito acabou sendo preso como principal suspeito.
O delegado geral do estado disse também que o prefeito e a empregada serão investigados por homicídio duplamente qualificado pelos seguintes agravantes: vítima indefesa e motivo fútil. José de Arimatéa será encaminhado para uma unidade da Polícia Civil e Noêmia Maria da Silva para a Penitenciária Feminina de Teresina.
O corpo da primeira-dama foi liberado por volta das 22h de terça-feira (10). Gercineide Monteiro morava com o marido e os dois filhos, que têm 12 e 6 anos de idade.
DO G1, COM EDIÇÃO DO GAZETA DA ILHA

sábado, 29 de novembro de 2014

Viúva de Roberto Bolaños, a atriz Florinda Meza analisa o fenômeno Chaves Em livro publicado no Brasil em 1995, a parceira do humorista mexicano avaliou a importância e o mérito do seriado que consagrou os atores mexicanos

Publicação: 28/11/2014 19:10 Atualização: 29/11/2014  12:05
Viúva do humorista Roberto Gómez Bolaños, que morreu nesta sexta-feira (28), Florinda Meza García teve participação ativa em grande parte da carreira do marido. Chegou ao ponto, inclusive, de emprestar o nome à personagem de El Chavo del ocho(título original de Chaves). Em 1995, foi publicado no Brasil o livro O diário do Chaves, em que Bolaños escreve como se fosse o menino pobre da telinha. No posfácio, coube à mulher dar a dimensão do que o fenômeno mundial do ponto de vista dos atores.






Confira alguns trechos: 
 
"Tudo começou num dia de março de 1972, quando o escritor e ator mexicano Roberto Gómez Bolanos (mais conhecido por Chespirito) apresentou na televisão o primeiro programa do seriado que comoveria um continente inteiro e boa parte do resto do mundo. No seriado aparece o ator, que já havia alcançado a idade adulta há muito tempo, vestido como uma criança pobre. (...)
 
"Carente de tanta coisa, que nem parece ter um nome próprio. Mas nem isso faz falta para ele, porque seu apelido, Chaves, será ouvido e repetido semanalmente por mais de 300 milhões de telespectadores (e esse número continua crescendo). 
Ignora-se quem foram seus pais, quando nasceu e de onde veio. Sabe-se, por outro lado, que ele não tem brinquedos e quase nunca toma café-da-manha. No entanto, em muitas ocasiões, o personagem demonstra otimismo. Talvez porque no fundo saiba, como disse seu criador, que possui o bem mais valioso de todos: a vida.

"O seriado tem por objetivo divertir e entreter, e consegue atingir essa meta muito melhor do que qualquer outro programa que a televisão do continente já tenha apresentado (incluindo a TV norte-americana). Mas nem sempre consegue isso pelo fato de arrancar gargalhadas do público, porque em muitas ocasiões é a ternura que constitui o elemento principal da diversão. E não será justamente essa ternura o fundamento e a explicação do inacreditável fenômeno que representa o Chaves (...)
 
"Quando o Chaves invadiu o Brasil (dublado para o português, é claro), em pouco tempo a audiência do programa ultrapassa a marca da Xuxa, o insuperável ídolo local. (...) Algum dia a História terá de registrar tudo o que diz respeito a este fenômeno. Para mim, enquanto isso, fica a satisfação de ter participado desta inigualável história, a que dou fé com esse diário"

Histórico
Por Florinda Meca
Pelas ruas de Bogotá se aglomera uma multidão composta por um número de pessoas que, segundo cálculos oficiais do governo colombiano, ultrapassa 3 milhões. Inevitavelmente, há empurrões, apertos, desmaios, ataques histéricos etc. Tudo isso em conseqüência do incontrolável afã de contemplar o ídolo; ou de tocá-lo, se possível fosse.
Mas quem é essa importante figura que provoca tudo isso? Um herói nacional? Um campeão mundial de esporte? O Santo Papa? Não. Nesta ocasião, a personalidade não é ninguém mais que uma criança pobre.
Mentira!... E um adulto disfarçado de criança pobre, e as pessoas sabem disso! Mas o que é que tem? De qualquer jeito, estamos falando do "Chaves". Podia-se recorrer a especialistas em psicologia de massas, e ainda assim seria difícil encontrar uma explicação para o fenômeno. Portanto, é melhor nos contentarmos em expor os fatos:
Tudo começou num dia de março de 1972, quando o escritor e ator mexicano Roberto Gómez Bolanos (mais conhecido por Chespirito ") apresentou na televisão o primeiro programa do seriado que comoveria um continente inteiro e boa parte do resto do mundo. No seriado aparece o ator, que já havia alcançado a idade adulta há muito tempo, vestido como uma criança pobre: sapatos velhos, grandes pra ele; calça puída, cheia de buracos e remendos; camiseta nas mesmas condições; duas tiras de pano fazendo o papel de simples suspensórios; e, além de tudo, um gorro com tapa-orelhas que viria a ser a principal característica de sua indumentária. E carente de tanta coisa, que nem parece ter um nome próprio. Mas nem isso faz falta para ele, porque seu apelido, "Chaves", será ouvido e repetido semanalmente por mais de 300 milhões de telespectadores (e esse número continua crescendo).
Dizem — eventualmente — que mora na casa número 8 de uma velha porém limpa vila, e daí vem seu apelido. Mas ninguém viu essa casa até hoje. Por outro lado, muitas vezes foi visto refugiando-se num barril que fica no pátio da vila, o que fez com que muitas pessoas dissessem que era ali onde morava o popular Chaves, apesar de ele ter explicado, repetidas vezes, que o barril era só o que dissemos algumas linhas acima: um refúgio, esse cantinho especial que todas as crianças têm e no qual elas costumam se esconder pra chorar, sonhar etc.
Ignora-se quem foram seus pais, quando nasceu e de onde veio. Sabe-se, por outro lado, que ele não tem brinquedos e quase nunca toma café-da-manha. No entanto, em muitas ocasiões, o personagem demonstra otimismo. Talvez
porque no fundo saiba, como disse seu criador, que possui o bem mais valioso de todos: a vida.
O seriado tem por objetivo divertir e entreter, e consegue atingir essa meta muito melhor do que qualquer outro programa que a televisão do continente já tenha apresentado (incluindo a TV norte-americana). Mas nem sempre consegue isso pelo fato de arrancar gargalhadas do público, porque em muitas ocasiões é a ternura que constitui o elemento principal da diversão. E não será justamente essa ternura o fundamento e a explicação do inacreditável fenômeno que representa o Chaves? Porque, por outro lado, nem sequer é o mais "piadista" dos personagens que compõem o maravilhoso elenco do programa, pois neste caso destacam-se fortemente Seu Madruga, a Chiquinha ou o Quico.
E então?
A ternura.
Porém, o Chaves tem outra característica que o distingue de todos os outros adultos que tenham representado uma criança, seja na TV, no cinema, no rádio, no teatro ou em qualquer outro meio similar: o Chaves não é o menino levado, nem o menino inteligente, nem o bobo demais, nem o bonito – também não é o mais feio -, não, o Chaves é simplesmente o mais meigo.
Mas independentemente de que se deva à infinita ternura que inspira, ao quanto diverte e entretém ou a qualquer outra razão, o impacto é extraordinário. Quando sua chegada a Santiago do Chile é anunciada, a euforia popular indica que os estudantes irão recebê-lo no aeroporto em vez de ir à escola. E as autoridades do Ministério da Educação não deixam que isso represente uma falta... declarando feriado geral e informando que a razão é somente esta: possibilitar às pessoas a oportunidade de verem seu ídolo. Este, então, desfila em companhia de seu popular grupo, seguido por uma multidão que vem desde o distante aeroporto até a porta do hotel onde ficará hospedado.
Noutra cidade da mesma República do Chile, Valparaíso, a multidão permanece horas e horas na porta do hotel, mostrando-se feliz pelo simples fato de o Chaves e seus companheiros acenarem para eles. E mais: a multidão começa a cantar espontaneamente "Lá vem o Chaves", a música-tema do grupo.
Depois, as apresentações pessoais não só tornam a confirmar a popularidade do Chaves, como também criam marcas inigualáveis. Por exemplo: duas apresentações no mesmo dia (uma pela manhã, outra à tarde), no Estádio Nacional de Santiago do Chile, que tem capacidade para 80 mil pessoas e fica lotado nas duas apresentações, como ficou na célebre encenação da Quinta
Vergara, onde se realizam os famosos festivais de música de Vinha dei Mar, lugar em que o Chaves e seu grupo bateram recorde de audiência, obrigando grande parte do público a se "instalar" nas montanhas vizinhas.
CARACAS, VENEZUELA
Os empregados do hipódromo seguem para o trabalho pelo mesmo caminho e à mesma hora de sempre. Mas não haviam se dado conta de que, neste mesmo caminho, e à mesma hora, milhões de motoristas dirigem-se a um lugar perto do hipódromo: o espetacular auditório chamado O Poliedro, onde se apresentam o Chaves e seu grupo. Resultado: o engarrafamento impede que os funcionários do hipódromo cheguem a tempo ao trabalho. Consequentemente, as três primeiras corridas ocorrem sem os bilheteiros que recebem as apostas, o que faz com que a empresa deixe de ganhar algo em torno de 3 milhões de bolívares.
Segunda conseqüência: a partir deste dia, as autoridades decretaram que não haverá mais espetáculos no Poliedro nos mesmos dias em que haja corridas no hipódromo.
BUENOS AIRES, ARGENTINA
"Estão loucos", comenta alguém; "o Luna Park só enche quando tem luta do Monzón ". (Carlos Monzón, o lutador de boxe mais popular da Argentina). "Como é que este grupo mexicano tem a pretensão de fazer cinco apresentações consecutivas nesse lugar?"
Disseram isso ao empresário que havia contratado o Chaves, que sabia o que estava fazendo, pois o espetáculo lotou o gigante e popular auditório (Luna Park) não apenas nas cinco apresentações previstas, mas também nas outras que tiveram de acrescentar. (E ainda assim ficou tanta gente do lado de fora, por falta de lugar, que poderiam ter organizado mais sessões extras, não fosse o compromisso de se apresentarem em outras cidades, como Córdoba, Rosário, Mar dei Plata, Mendonza, Tucumán, Santiago dei Estero etc, onde também lotaram os lugares.)
Aqui seria interessante fazer uma pausa no tempo para voltar ao mesmo lugar nove anos depois. Quantos booms se repetem depois de nove longos anos? Este! Sim, porque o grupo volta ao lugar contratado nesta ocasião para fazer sete apresentações, e não só consegue lotar as arquibancadas do Luna Park novamente, como também tem de fazer, outra vez, mais duas apresentações além das programadas, até alcançar o insuperável recorde de nove dias consecutivos.
Nesta ocasião, na mesma Buenos Aires, um homem se aproxima para tirar uma fotografia com o Chaves, garantindo que "dentro de dois anos aquela
fotografia ocuparia um lugar de destaque na Casa Rosada, residência oficial do governo argentino ". Este homem se chamava Carlos Menem.
LIMA, PERU
"As pessoas dirigiram-se ao aeroporto até de bicicleta para receber o Chaves. "Assim dizia a notinha do jornal referindo-se à chegada do popular personagem. Mas a multidão não se limitou a chegar da maneira que pôde, e sim, além disso, derrubou a cerca que delimita o espaço das pistas de aterrissagem e as invadiu, exigindo uma operação de resgate por parte da segurança do aeroporto para poder tirar os atores mexicanos em ambulâncias que vieram em seu socorro.
O trânsito aéreo sofreu um atraso de duas horas, tempo que o exército levou para retirar (sem nenhuma violência, evidentemente) as mais de 50 mil pessoas da pista.
PANAMÁ, PANAMÁ
Depois de ter lotado todos os locais onde se apresentaram, Chaves e seu grupo são convidados à casa do senhor Demetrio Laças, presidente da República. No encontro estão presentes ministros do Gabinete, o governador da Província do Panamá e um sem-número de personalidades.
SAN JUAN, PORTO RICO
O prefeito entrega as chaves da cidade ao Chaves. Não há lugar na ilha onde não o conheçam. O público enche até lotar todos os lugares onde o grupo se apresenta, seja em San Juan, Ponce, Mayagüez, Arecibo, Aguadílla, Bayamón etc.
NOVA YORK, EUA
Madison Square Garden, cenário de luxo reservado exclusivamente para as grandes celebridades do universo do espetáculo. E claro: uma dessas celebridades é o Chaves, que consegue lotar o lugar com um público que não pára de rir ou aplaudir durante toda a apresentação. Ao terminar, um policial negro aproxima-se do Chaves e diz: "Eu não sei uma única palavra em espanhol... mas você é maravilhoso!"E aperta sua mão efusivamente.
SÃO PEDRO SULA, HONDURAS
Chaves e seu grupo não podem entrar no hotel onde se hospedariam porque uma multidão, tendo sabido que ficariam lá, invadiu o local e uma área
equivalente a três quadras em volta do hotel. Com isso, vêem-se forçados a se hospedar num ar secreto.
GUATEMALA, EL SALVADOR, NICARÁGUA, COSTA RICA
As ideologias podem ser diferentes, mas o fervor popular volta-se para um só alvo: o Chaves. E pode até haver problemas na região, mas nada que impeça que todos os locais sejam insuficientes quando se apresentam o Chaves e sua turma.
E a história se repete no Equador, Uruguai, Paraguai; mas não apenas os locais abarrotados atestam o mencionado fervor popular. Não, o fenômeno adquire características de ordem sociológica quando, por exemplo, o presidente da República da Colômbia oferece uma recepção para o Chaves na própria Casa Civil, onde tanto ele como seus ministros tiram suas gravatas para que a reunião assuma um caráter mais descontraído.
E depois, as frases características:
O taxista de Buenos Aires: "Imagina, não é nada; não posso cobrar daquele que levou tanta felicidade para minha casa. "A primeira-dama de Vinha dei Mar: "Façam-me o favor de receber esta casa de presente. E a única maneira de pagar a alegria que vocês proporcionam aos meus netos. "O diplomata da Guatemala: "Vocês são os melhores embaixadores que o México, ou qualquer outro país, já enviou a esta terra. "Um político da Costa Rica: "Chaves, se você concorresse à presidência deste país, ganharia com 99% dos votos. "Uma criança de Sanjuan: "Toma aqui, Chaves: só tenho dois dólares, mas são pra você comprar um sapato novo. "
Uma criança de El Salvador (que estava no México): "Fiz essa viagem do meu país até o seu — de carona — só pra cumprimentá-lo pessoalmente, Chaves!"
Crianças, adolescentes, idosos, homens e mulheres de todo o continente:
"Obrigado, Deus os abençoe, obrigado, obrigado..."
Um professor de uma escola equatoriana: "Recomendo que meus alunos não percam o programa do Chaves; é mais proveitoso do que muitos livros que vemos por aí. "
O menino que vende lembrancinhas aos passageiros de ônibus em Guatabita, Colômbia: "Olha, Chaves, aqui tenho um exemplar seu!" E mostra um Chaves entalhado em madeira, que usa no pescoço. Depois: "Toma, Chaves, fica com esse de presente!" - a mercadoria que estava vendendo.
Depois o Chaves invade o Brasil (dublado para o português, é claro) e, em pouco tempo, a audiência do programa ultrapassa a marca da Xuxa, o insuperável ídolo local. Cruza depois o oceano. Mas não fica apenas na
Espanha, onde seu sucesso é geral e imediato, mas se estende por muitos outros países. E os dubladores de plantão permitem que se ouça o Chaves em italiano, russo, chinês, hindu etc.
E algum dia a História terá de registrar tudo o que diz respeito a este fenômeno. Para mim, enquanto isso, fica a satisfação de ter participado desta inigualável história, a que dou fé com esse diário.

Roberto Bolaños, criador de Chaves e Chapolin, morre aos 85 anos no México

O ator Roberto Bolaños, criador de personagens como Chaves e Chapolin, morreu aos 85 anos nesta sexta-feira (28), em sua casa em Cancún, no México.
A causa da morte não foi divulgada. Segundo Edgar Vivar, intérprete de Seu Barriga, o corpo será transportado para a Cidade do México, onde será velado.
Com problemas respiratórios, dificuldades para se locomover e se mexer, o ator e comediante havia se isolado com a família em Cancún em busca de ar puro, segundo informações divulgadas em abril. Em suas últimas aparições públicas, Bolaños se deslocava com o auxílio de uma cadeira de rodas.
Bolaños era casado com Florinda Meza, a atriz que interpretava a maioria dos personagens femininos, inclusive a Dona Florinda, desde 2004. Ele era pai de Roberto, Paulina, Graciela, Marcela, Teresa e Cecília, frutos do primeiro casamento, com Graciela Fernández Pierre. 
"El Chavo del Ocho", nome original da série "Chaves", foi exibida pela primeira vez em 20 de junho de 1971 no México. No Brasil, "Chaves" é o seriado infantil de maior longevidade da TV. No ar no SBT desde 1984, o programa conta a história de um menino órfão que vive dentro de um barril, em um cortiço.
O personagem e seus amigos Quico, Chiquinha, Nhonho, seu Barriga, seu Madruga, dona Florinda, professor Girafales e dona Clotilde, conhecida como "a bruxa do 71", conquistaram crianças e adultos de todas as gerações no país com seu humor ingênuo, cheio de bordões e sem qualquer palavrão. As histórias de Chaves e sua turma ganharam adaptações em desenho animado, videogames e peças de teatro.
O SBT interrompeu a exibição de um episódio de "Chaves" para noticiar a morte do artista (veja vídeo abaixo). À noite, a emissora divulgou uma nota lamentando a morte e anunciou a exibição de um especial em homenagem a Bolanõs, às 21h15. "É com muito pesar que a direção do SBT confirma o falecimento do ator Roberto Bolaños, o Chaves, na tarde desta sexta-feira. O SBT lamenta a perda do grande artista que faz parte da programação da emissora há 30 anos. Lamentamos a perda do ator e deixamos nossos sentimentos aos familiares, amigos e admiradores de Roberto Bolaños", dizia o comunicado.
 Biografia
Roberto Gómez Bolaños nasceu na Cidade do México em 21 de fevereiro de 1929. Filho da secretária bilíngue Elsa Bolaños Cacho e do pintor, cartunista e ilustrador Francisco Gómez Linares, Bolaños começou a carreira como escritor criativo para rádio e televisão durante a década de 1950. Começou a representar como ator em 1960, no filme "Dois Criados Malcriados". 
"Desde criança, minha característica principal sempre foi o medo. Lembro que sentia medo de olhar debaixo das camas e quando jovenzinho, foi pior, por isso fui briguento", contou Bolaños em uma das muitas entrevistas que concedeu.
Quando adolescente, Bolaños sonhava ser jogador de futebol e se destacou em torneios escolares de boxe, que disputava escondido da mãe. Aos 22 anos, começou a estudar engenharia mas se aventurou a escrever anúncios em uma agência de publicidade e logo estreou como roteirista em programas de rádio, televisão e cinema que ganharam fama.
Mais tarde, aproveitou a ausência de algum ator nas gravações para fazer graça diante das câmeras, dando os primeiros passos para o comediante que interpretaria personagens nascidos em sua própria imaginação.
Aos 40 anos, Bolaños estreou na televisão mexicana com o programa "Chespirito" que, com interpretações diversas, ficou no ar por 25 anos ininterruptos em horário nobre. Após alcançar níveis inéditos de audiência, foi exportado para o restante da América Latina e para a Espanha.
Bolaños começou sua carreira como roteirista de programas de comédia e de obras do seu xará de codinome, o britânico William Shakespeare, cujo apelido no diminutivo, pronunciado à espanhola, se leria "Chespirito".
Em 1968, começaram as transmissões Independentes de Televisão no México e Chespirito foi chamado como escritor para a realização de um programa com duração de meia hora. E assim, nasceu "Los Supergenios de la Mesa Cuadrada". Ao lado de Chespirito, contracenavam Ramón Valdés, Rubén Aguirre e María Antonieta de las Nieves.
Em 1970, o programa teve sua duração aumentada. Nessa época, surge o Chapolin Colorado, um herói atrapalhado. Um ano depois, foi criado o personagem que se tornaria o maior sucesso de Bolaños, Chaves. Ambos os personagens funcionaram tão bem que as sketches se tornaram séries independentes de 30 minutos de duração em 1973, após o fim do "Programa Chespirito".
Conhecido pelo carisma, Bolaños também colecionou polêmicas durante a carreira, várias delas relacionadas ao elenco de seus seriados. A principal foi uma batalha judicial com Maria Antonieta de las Nieves, a Chiquinha, pelos direitos de utilização da personagem, criada e posteriormente registrada por ele, nos anos 1970.
Com Carlos Villagrán, o Quico, a relação também não era das melhores, principalmente após a saída do ator do elenco de "Chaves". Proibido de encarnar o personagem no México, ele foi obrigado a rumar para a Venezuela, onde estrelou a própria série, num formato similar ao seriado original.