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sábado, 7 de setembro de 2013

Sindicato defende intervenção da Prefeitura em empresas de ônibus

Sindicato defende intervenção da Prefeitura em empresas de ônibus

Dirigente diz que Prefeitura e Câmara de São Luís são omissas.
José Rodrigues fez críticas em entrevista a Mirante AM neste sábado (7).

Após manifestação de sexta (6), ônibus voltaram a circular neste sábado (7) (Foto: Zeca Soares/G1) O diretor jurídico Sindicato dos Motoristas, José Rodrigues da Silva defendeu, neste sábado (7), durante entrevista a Rádio Mirante AM, a intervenção da Prefeitura de São Luís nas empresas de transportes coletivos para que possa resolver o problema do transporte de massa na capital. Segundo ele, nos últimos doze anos, a questão não foi tratada pelos gestores como deveria.
"Este é um problema que está acontecendo hoje pela irresponsabilidade dos gestores nos últimos doze anos que nunca sentaram para definir uma política de qualidade para o transporte coletivo e que estourou agora. Até hoje eles só fizeram sensacionalismo. Fizeram política com o transporte público. Mas a Prefeitura não tem peito, não tem coragem de chegar e intervir nas empresas ao ponto de assumir o sistema de transporte em São Luís. O caminho não é a omissão e sim o diálogo. A Câmara também está omissa. Ela tem um papel fundamental. Tem que deixar de lago essas demagogias de CPIs e chamar para ela a discussão sobre a situação do transporte coletivo em São Luís. O que vai resolver o problema é alguém que tenha responsabilidade com a população. Infelizmente pela vivência que tenho as coisas caminham para ficar ainda pior", disse Rodrigues, criticando a omissão do Executivo e Legislativo Municipal.
Mesmo com ônibus circulando normalmente neste sábado (7), o diretor do Sindicato garantiu que está mantida a paralisação geral da próxima quarta-feira (11). "Entendemos a revolta por conta da paralisação de ontem (6), mas queremos a compreensão de toda a população, pois é preciso resolver o problema do transporte público de São Luís. Se até quarta-feira nossos pagamentos não forem regularizados - e isso já tinha sido acordado na útima greve no mês de julho - estarão todos parados", afirmou Rodrigues.
Segundo o diretor, houve uma assembleia da categoria na manhã dessa sexta-feira (6) e que não estava acordada nenhuma manifestação para o mesmo dia. Contudo, Rodrigues também relatou pontos críticos para os rodoviários, dentre eles, a suspensão do plano de saúde a partir do dia 30 de setembro.
No início da noite de sexta-feira (6), mais de 10 ônibus foram depredados por populares revoltados com a paralisação inesperada de rodoviários, que reivindicavam o cumprimento de acordos firmados após a última greve da categoria, acontecida no mês de julho.
O Sindicato das Empresas de Transportes (SET) informou que não foi notificado sobre a paralisação e não quis comentar sobre a reclamação dos motoristas.
O G1 entrou em contato com a Prefeitura de São Luís e aguarda retorno sobre o assunto.

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